quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Novo livro de Joaquim Leitão Couto (2010)

Segundo o autor, este livro é "uma tentativa de escrever um hino de amor "às suas origens na Beira Alta", aos familiares e também a esse mundo que "estás prestes a não mais existir, pelo menos nos moldes ancestrais de há setenta anos".
Memórias da Quinta do Pinheirinho, das Férias em Vila Nova, da Gastronomia, do Cultivo dos Campos… Recordações de laços familiares, de vivências que perduram no tempo e para além dele.

Joaquim Leitão Couto, prestigiado médico ortopedista e autarca respeitado (foi Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal de Penacova), é autor e co-autor de diversas publicações e mentor de inúmeros projectos relacionados com o património cultural. A ele se deve a instalação do Museu do Moinho Vitorino Nemésio, do Museu dos Fornos de Cal e dos Carpinteiros do Casal de Santo Amaro, da Exposição da Casa da Freira sobre Moleiros, Cabouqueiros, Carpinteiros, Pescadores do Mondego e Tanoeiros. Publicou em 2007 Os Mosteiros e o Vinho e esteve ligado à criação do Museu da Tanoaria em Miranda do Corvo.


Texto de David Almeida
in NE

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nos 30 anos da Aguieira: Plano de Ordenamento das Barragens foi pioneiro a nível regional

"No século XXI, falar em planeamento, em ordenamento, em PDM, felizmente que passou a ser linguagem comum a todo e qualquer cidadão informado" – escrevia, há uns tempos, no Diário de Coimbra, o Dr. Joaquim Leitão Couto. Também na recente inauguração da nova sede distrital do PSD, prestando homenagem ao Dr. Manuel Pereira (que foi Ministro da Administração Interna), voltou a realçar esta ideia, recordando que, quando em 1979 era candidato à presidência da Câmara de Penacova, aquele governante o aconselhara no sentido de que "a primeira coisa a fazer enquanto Presidente da Câmara" fosse propor a elaboração de um Plano de Ordenamento da Zona da Aguieira, envolvendo também as albufeiras da Raiva e das Fronhas.

Assim, em 1980, sob proposta de Leitão Couto, seis concelhos envolvidos contribuiram com 500 mil escudos cada um. Foi encomendado um estudo prévio ao Arq. Santiago Faria. Este documento viria a dar origem ao Plano Regional de Ordenamento da Zona da Aguieira (PROZAG), sendo Secretário de Estado o Engº Carlos Pimenta.

No artigo de o Diário de Coimbra a que nos estamos a referir, aquele autarca penacovense evoca a visita que fizera a um empreendimento turístico da zona (Montebelo Aguieira, cremos nós) que apesar de se situar no concelho de Mortágua, conta também com o contributo de Penacova, na medida em que sem a existência de um plano de ordenamento como aquele que defendeu, não teria sido possível a concretização de tão importante projecto turístico.

"É bem verdade que os homens passam mas as obras ficam" – recordou o Dr. Joaquim Leitão Couto, quer no texto em referência quer na homenagem recente a Manuel Pereira.
David Almeida
publicado no NE de Out 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Periódicos republicanos de S. Pedro de Alva

No último número traçámos as linhas gerais do Jornal de Penacova, que se publicou de 1901 a 1937, desempenhando, a partir de 1908, um papel crucial na defesa dos princípios republicanos.
A história da imprensa periódica no concelho de Penacova regista ainda outros títulos. De A Folha de Penacova e de O Progresso Lorvanense, bem como do Notícias de Penacova falaremos nos próximos números. Por hoje, deter-nos-emos em dois importantes jornais que se publicaram em S. Pedro de Alva: o Ecos de S. Pedro d'Alva e A Voz de S. Pedro de Alva.
No primeiro dia do mês de Maio de 1915 surge o Ecos de S. Pedro de Alva, periódico que manterá durante três anos uma publicação regular. Este quinzenário apresenta-se como ''Defensor dos Interesses da Casconha'' e assume-se como "consumação duma velha aspiração" de todos os ''republicanos convictos'' que pugnavam por aquela região com um espírito profundamente regionalista. Sob a direcção de Manuel Gentil da Natividade (professor) tinha como administrador António Nunes de Oliveira Serra. Joaquim dos Santos Cordeiro (mais tarde também ligado à Voz de S. Pedro de Alva) aparece como editor. Este jornal, propriedade da empresa "Ecos de S. Pedro de Alva", era composto e impresso no Porto, na Imprensa Comercial de Martins & Irmão, pois ali se encontrava estabelecido um significativo número de comerciantes e industriais oriundos da Casconha.

No conjunto das suas edições destaca-se o jornal de 1 de Abril de 1916 onde a toda a largura da primeira página se anuncia a formação do Governo da "União Sagrada" com fotografias de António José de Almeida, Afonso Costa e Bernardino Machado. Interessante é também a notícia em grande caixa, com título destacado "A Casconha tem Amigos queridos! O Chafariz de S. Pedro de Alva é um facto!" (1 de Fevereiro de 1917) anunciando o arranque dos estudos e prospecções tendo em vista a construção daquela tão ansiada obra, por influência do "querido amigo, o ilustre Senador, Sr. Lima Duque". Lima Duque figura importante da política penacovense e nacional, tinha, enquanto médico municipal, trabalhado em S. Pedro de Alva no início da sua carreia. A escassez de géneros de primeira necessidade e a crítica aos açambarcadores bem como a morte, em 1918, de João Gama Correia da Cunha, republicano convicto e professor do ensino primário de António José de Almeida, são exemplos da relevância que este periódico teve na região. Também a grave crise social e económica (na sequência da Primeira Guerra Mundial mas também das epidemias do tifo e da "pneumónica"e da grave seca que assolou o país) e a questão das "Subsistências" foi tema de notícia e de comentário neste periódico. Por motivo de inviabilidade financeira, o jornal teve uma curta existência: apenas 3 anos. Entre 1 de Maio de 1915 e 1 de Setembro de 1918 foram publicados 81 números.
Decorridos dez anos sobre a extinção do Ecos de S. Pedro de Alva, o Alto Concelho vê surgir um novo periódico, agora com o título A Voz de S. Pedro de Alva. Assumindo-se como ''Quinzenário Republicano Independente e Regionalista'', o primeiro número vem a lume no dia 16 de Abril de 1928, sob a direcção de Francisco Cordeiro dos Santos, tendo como editor e administrador, Eduardo Pedro da Silva. Tal como o Ecos, também era composto e impresso na Imprensa Comercial, no Porto. Nos últimos tempos de publicação passará a ser composto e impresso na Tipografia Lorvanense.
No primeiro editorial, ''Ao que vimos…'', é claramente expressa a missão a que o periódico se propõe: ''Faremos tudo quanto em nós caiba para trazermos à Casconha os melhoramentos a que tem juz, já que tão esquecida tem sido por aqueles que de nós só se lembram em ocasiões de eleições.'' Enquanto foi publicado, além da defesa dos interesses da Casconha, manteve acesa a chama republicana. Este jornal desempenhou um papel importante de defesa dos ideais da I República num período em que o Golpe Militar de 28 de Maio já se tinha verificado.  
É n' A Voz de S. Pedro de Alva que podemos encontrar a notícia desenvolvida sobre a morte, em 1929, de António José de Almeida. A capa da edição de 16 de Novembro é preenchida com o título: ''A Pátria e a República em Crepes: morreu o Dr. António José de Almeida'' E em subtítulo: ''Está de luto a Pátria e a República; está de luto o coração dos portugueses!'' Noticia A Voz que "assim que em S. Pedro de Alva, terra do venerando democrata, se soube do tristíssimo acontecimento, os seus conterrâneos vestiram de luto. A bandeira nacional, envolta em crepes, foi hasteada a meia adriça na nossa administração, ao mesmo tempo que eram expedidos muitos telegramas de pêsames à familia do egrégio cidadão. Ainda há poucos meses o ex-presidente da República, em carta, nos dizia que, quando estivesse melhor dos seus padecimentos, escreveria umas linhas para o nosso jornal, sendo dele as seguintes palavras: «Leio habitualmente a Voz de S. Pedro de Alva que é uma gazeta interessante, despretenciosa e séria. E para mais, estruturalmente republicana. Não desanimem» ''.
Este quinzenário não se cansará de enaltecer aquele seu ilustre conterrâneo, recordando que este grande "apóstolo da Democracia tinha um altar em todos os corações portugueses''. José de Oliveira e Costa escreverá que, perante o grande abalo que acabava de sofrer o país e ''sobretudo a grande massa liberal'' há que destacar o carácter bondoso deste vulto que ''professava a religião do Bem por interesse do próprio Bem''. Eduardo Silva, sobrinho de Eduardo Pedro da Silva, no artigo ''Horas de luto'' destaca também as qualidades de António José de Almeida, "o homem de palavra brotando da sua alma límpida, que na tribuna arrastava multidões em delírio de fé e patriotismo".
 
Publicar-se-á até 12 de Abril de 1934, dia em completará o sexto ano de vida. À data, Eduardo Pedro da Silva, farmacêutico, cunhado de António José de Almeida, acumulava as funções de director, editor e proprietário. No último número publicado, a suspensão não é abertamente declarada. No entanto, a afirmação de que A Voz de S. Pedro de Alva ''não morrerá'' mesmo que "alguma vez tenha de fazer um interregno", é já o prenúncio do fim próximo.

David Almeida,
artigo publicado no jornal FRONTAL de 9/11/2011
Fonte: David  Almeida, Penacova e a República na Imprensa Local, Edição da Câmara Municipal de Penacova. 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Um pintor (des)conhecido dos penacovenses

Se bem se recordam os nossos leitores, propusemo-nos trazer a este espaço diversos nomes que traçaram, através das letras e da pintura, um conjunto de quadros sobre Penacova e o Mondego. Escrevíamos, há três meses atrás, que "existe um vasto leque de artistas que nos legaram raros momentos de idílica leitura e demorada contemplação estética", entre eles, os pintores Eugénio Moreira e José Campas.

Depois de, nos últimos números, recordarmos os textos de Emídio da Silva, faremos hoje referência a um pintor que está ligado a Penacova. Menos conhecido que Eugénio Moreira (de que falaremos nos próximos números), José Campas deixou marcas da sua obra no nosso concelho. Ainda hoje a Câmara Municipal possui um quadro a óleo seu, tendo como tema o Mirante. Foi oferecido em Maio de 1916 aquando da deslocação de Raul Lino a Penacova, acompanhado por Emídio da Silva, no momento em que se começava a projectar a construção da Pérgola.
 
Mas a ligação de José Campas a Penacova já vem, se não de antes, de 1914 quando esteve patente uma exposição do artista no salão do palacete (actual Casa de Repouso) de Joaquim Augusto de Carvalho e Raimunda Martins de Carvalho, por ocasião do "casamento elegante" de Alberto de Castro Pita com América Martins de Carvalho, filha daquele casal. José Campas de Sousa Ferreira (1888-1971) é autor de várias obras relacionadas com o concelho: "Paliteira e Tricana", "Trecho do Mondego", "Entre Penacova e Rebordosa" e "Mirante Emídio da Silva". Obras que, provavelmente, terão estado expostas naquela ocasião.

Nascido em Lisboa, estudou Belas-Artes nesta cidade e em Paris. Discípulo de Carlos Reis, Leon Bonnat, J. P. Laurens e Jacques Jobbé-Duval, foi um respeitado paisagista. Obteve a primeira medalha em pintura, pela Sociedade de Belas Artes e foi premiado no "Salon des Artist Français". Está representado no Museu Grão-Vasco, no Museu de Arte Comtemporânea, no Museu Soares dos Reis e em muitas instituições públicas e privadas. Foi crítico de arte na imprensa portuguesa, delegado do Governo Português na Exposição Internacional de Paris de 1937, restaurador de arte, bibliófilo, coleccionador de obras de arte, professor em várias escolas e Director das Escolas Técnicas de Lagos e Abrantes. Pertenceu, igualmente, ao Instituto Português de Arqueologia, tendo sido correspondente das publicações Annuaire de la Curiosité des Beaux-Artes e Bibliophilie.

Deste pintor falou o arganilense, Veiga Simões, (Arganil, 1888 - Paris, 1954) integrando-o na corrente do neo-lusitanismo. Num artigo de 1909 escreve o seguinte:
"O pintor José Campas, contrariamente a Raul Lino segue um processo espontâneo ferindo de exclusivo aspectos portugueses, buscados ora na paisagem, na escolha dos detalhes focados, ora nos tipos que completam os seus quadros, ora nos costumes, ora nos próprios monumentos que conseguem acordar no seu espírito alguma coisa de português, por algum lado real ou lendário que os ligasse à terra. Conheço-lhe um campo coberto de malmequeres onde a impressão da cor domina por completo, com recortes da máxima variedade, só perceptíveis por uma retina muito sensível à paisagem portuguesa e que intencionalmente buscasse esse efeito […]. Agora que a maioria dos pintores se lança exclusivamente por motivos ideais, este artista, tão claramente português, refugia-se na nossa paisagem, sentindo-a, nitidamente e trasladando-a, como coisa sua, para os quadros que trabalha."

José Campas foi, assim, uma importante figura da cultura portuguesa que se deixou seduzir por Penacova e pelas suas belezas, o que muito nos honra. Recordá-lo é um acto de justiça.

David Almeida
Nova Esperança,  Outubro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Jornal de Penacova (1901-1937)

Considerando a primeira metade do século XX, o concelho de Penacova viu surgir seis periódicos locais. Dois deles com uma vida relativamente longa.  Os restantes com uma efémera existência. No primeiro caso inclui-se o Jornal de Penacova e o Notícias de Penacova. No segundo, por ordem cronológica:  A Folha de Penacova,  Ecos de S. Pedro de Alva, O Progresso Lorvanense e A Voz de S. Pedro de Alva.

O Jornal de Penacova foi, segundo tudo leva a crer, o primeiro periódico a ser publicado nesta vila. Surgiu a 1 de Setembro de 1901. À sua fundação estão associados os nomes de Joaquim Correia de Almeida Leitão, José Ubaldo Correia Leitão, Júlio Ernesto de Lima Duque e Alberto Carrapatoso. No primeiro editorial intitulado ''A Caminho…'' escreve-se que Penacova não podia ''permanecer sequestrada dos embates do pensamento'' e afastada do ''progresso social que movimenta o vestíbulo do século XX, inundando de luz intensa a aurora secular que desponta''. Não podia – nem devia – ''quedar-se muda, indiferente e descuidada perante a necessidade de propaganda em pró dos seus interesses públicos, ela que tanto ardor tem posto no triunfo dos seus ideais políticos e administrativos'' sendo, pois, ''indispensável que tenha voz na imprensa para colher autoridade no concerto económico, político e literário da nação''.

Ao longo da sua existência (1901-1937) o Jornal de Penacova assumiu diversas tendências políticas. Inicialmente afecto ao Partido Progressista, ganhará a partir de 1908 uma inequívoca feição republicana. Em Dezembro de 1907, Amândio dos Santos Cabral, chegado de S. Paulo,''compra'' o jornal, e define um ''Novo Rumo" declarando "guerra aberta com a monarquia e o ultramontanismo." Em Janeiro de 1914, ainda com Amândio Cabral, como director e redactor principal, apresenta-se como ''Semanário Republicano Evolucionista'', numa identificação clara com a orientação política de António José de Almeida.

Em 1917, Amândio Cabral regressa ao Brasil e convida Alberto de Castro, do Partido Democrático, a assumir a direcção do mesmo. A propriedade continuará a ser de Amândio Cabral, mas agora com o lema ''Pela Pátria – Pela República''. Em 1918, ainda com Alberto de Castro, o Jornal assume-se como ''Semanário do Partido Republicano Português", colando-se assim ao Partido Democrático de Afonso Costa. Por motivos que desconhecemos, o Jornal de Penacova não se publicou de Setembro de 1919 a Maio de 1920, o que corresponde a cerca de oito meses de interregno. A 26 de Julho de 1920, Alberto Lopes de Castro Pita deixa o jornal e verifica-se outra mudança significativa. ''Vida Nova'' será o título do novo editorial. Assume a direcção Rodolfo Silva, filho do Dr. Rodolfo Pedro da Silva. Intitula-se agora de ''Semanário Independente''. Amândio Cabral cede a propriedade à empresa "Alves e Coimbra & Cª Lda". O editor passará a ser José Alves de Oliveira Coimbra.

Em 1922 o Jornal de Penacova suspende a sua publicação por um período de quatro anos, só voltando a aparecer em 1926. Regressará com o número 1040, em 12 de Junho de 1926. A ficha técnica aponta-nos para João Barreto como director, José Alves de Oliveira Coimbra como editor e Alípio Carvalho, como administrador. Neste "primeiro" número comenta-se o regresso: "Quando algum jornal começa a publicar-se ou quando depois da sua suspensão mais ou menos longa, reaparece, é da praxe dizer ao leitor ao que vem". Ora, "aqueles que esperam ver o Jornal de Penacova enveredar pelo caminho da má-língua e da intriga de soalheiro que se atribui às terras pequenas da província muitas vezes sem razões – enganam-se".

Na edição de 19 de Junho daquele ano junta-se à equipa Mário Quaresma Gomes, jovem professor a exercer em Chelo, assumindo a redacção. João Barreto abandonará a direcção em 30 de Abril de 1927, invocando motivos de saúde, mas manifestando também alguma discordância com a linha editorial. Mário Quaresma continuará como redactor principal e agora também como director. Em 1928, este cessa as suas funções, dando lugar a Eduardo Silva, filho do Dr. Rodolfo Pedro da Silva. Por sua vez, em Maio de 1929, surge como redactor deste "Semanário Republicano", António Casimiro Guedes Pessoa, que ocupará o cargo até 9 de Agosto de 1930, fazendo equipa com o editor José Alves de Oliveira Coimbra e com o administrador Alípio Carvalho.

Em 1930, verifica-se nova suspensão: de 9 de Agosto de 1930 (n.º 1254) a 1 de Agosto de 1931 (n.º 1255). Regressa com Eduardo Silva que será o redactor até 30 de Julho de 1932, data em que passa a editor, assumindo a direcção o seu pai, o médico municipal aposentado, Rodolfo Pedro da Silva. Terá como administrador o advogado Mário de Andrade Assis e Santos e apresenta-se agora como ''O mais antigo e de maior tiragem e expansão neste concelho".

"Novo Rumo": mais uma vez este título para traduzir uma nova mudança de orientação. Esta dá-em Janeiro de 1933 quando Horácio Cunha assume a responsabilidade do jornal. Em 1934, Alípio Correia Leitão deixa a administração que passa para Simões da Cunha e, em 1935, Eduardo Silva aparece de novo como redactor principal, cargo que manterá até ao último número (o 1456) saído em 1 de Janeiro de 1937.

O título Jornal de Penacova é recuperado quando, em 1997, surge no concelho um novo jornal, de periodicidade mensal, fundado e dirigido por Álvaro Coimbra. Propriedade da Penapress, publicou-se durante cerca de 10 anos, marcando positivamente o panorama jornalístico concelhio.

David Almeida,
jornal FRONTAL de 18 de Outubro de 2011

Fonte: Penacova e a República na Imprensa Local